Semaglutida e tirzepatida passaram a ser recomendadas como primeira opção no tratamento medicamentoso da obesidade em adultos por uma nova diretriz médica dos Estados Unidos.
A orientação foi publicada pelo American College of Physicians (ACP), uma das principais entidades médicas norte-americanas, e reforça o uso desses medicamentos sempre associado a alimentação equilibrada, atividade física e outras mudanças no estilo de vida.
Os medicamentos pertencem à classe dos agonistas de GLP-1 e atuam imitando hormônios produzidos naturalmente pelo organismo, relacionados ao controle da fome e ao aumento da sensação de saciedade.
Segundo a publicação do CFF, estudos clínicos têm demonstrado resultados relevantes na redução de peso, com muitos pacientes alcançando perdas superiores a 5% do peso corporal, percentual considerado significativo para melhora de indicadores de saúde.
A escolha da semaglutida e da tirzepatida como primeira linha de tratamento medicamentoso foi baseada em evidências científicas que apontam maior eficácia na redução de peso em comparação com outras opções disponíveis.
Apesar do avanço, a diretriz reforça que o tratamento deve ser individualizado e acompanhado por profissionais de saúde. A obesidade é uma doença crônica e multifatorial, que exige abordagem contínua e integrada.
No Brasil, a recomendação acompanha o posicionamento de entidades médicas relevantes. Em 2025, Abeso, Sociedade Brasileira de Diabetes, Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Sociedade Brasileira de Cardiologia e Academia Brasileira do Sono também publicaram diretrizes que colocam semaglutida e tirzepatida entre as principais opções para o tratamento da obesidade.
Para farmácias, drogarias e profissionais de saúde, o avanço dessas recomendações reforça a importância da orientação adequada, da dispensação responsável e da comunicação segura com os pacientes.
Medicamentos dessa classe não devem ser tratados como soluções isoladas ou produtos de consumo comum. Seu uso exige prescrição, acompanhamento profissional e avaliação individual de riscos, benefícios e condições clínicas.
O tema também movimenta o mercado farmacêutico, especialmente diante da ampliação da oferta de medicamentos à base de GLP-1, da chegada de novos produtos e do aumento da demanda por tratamentos para obesidade e doenças metabólicas.
A atualização reforça uma mudança importante na abordagem terapêutica da obesidade, mas mantém um ponto central: medicamentos podem fazer parte do tratamento, desde que integrados a hábitos saudáveis e acompanhamento contínuo.