A Anvisa avança em mais uma etapa da implementação dos receituários eletrônicos por meio do Sistema Nacional de Controle de Receituários, o SNCR. Segundo informação divulgada pelo CRF-SP, a previsão é que o sistema passe a vigorar a partir de 30 de setembro.
A mudança representa um passo importante na digitalização dos processos relacionados à prescrição, dispensação e controle de medicamentos sujeitos a regras específicas. Para farmácias, drogarias, prescritores e profissionais farmacêuticos, o tema exige atenção desde já.
O receituário eletrônico busca modernizar a rotina do setor, reduzindo a dependência de documentos físicos e ampliando a rastreabilidade das prescrições. Com isso, a tendência é que os processos se tornem mais seguros, padronizados e auditáveis.
Na prática, a implementação do SNCR pode impactar diretamente a forma como farmácias recebem, conferem, registram e arquivam prescrições. Também pode alterar fluxos internos de atendimento, validação documental e comunicação com prescritores e pacientes.
Para os farmacêuticos, a mudança reforça a importância da conferência técnica no momento da dispensação. Mesmo em ambiente digital, continuam sendo essenciais a verificação da regularidade da prescrição, dos dados do paciente, do profissional prescritor, do medicamento, da quantidade, da validade e das exigências sanitárias aplicáveis.
O avanço do receituário eletrônico também pode trazer benefícios para o controle sanitário. A rastreabilidade digital contribui para reduzir inconsistências documentais, facilitar a fiscalização e aumentar a segurança na dispensação de medicamentos que exigem maior controle.
No entanto, a digitalização também exige preparo operacional. Farmácias e drogarias devem acompanhar as orientações oficiais, revisar procedimentos internos, capacitar equipes e verificar se seus sistemas estão aptos a lidar com os novos fluxos de prescrição eletrônica.
A adaptação deve envolver não apenas tecnologia, mas também processos. É importante que o estabelecimento tenha protocolos claros para recebimento, validação, registro, guarda e eventual conferência posterior das receitas eletrônicas.
Outro ponto relevante é a segurança da informação. Como o receituário eletrônico envolve dados sensíveis de pacientes e profissionais de saúde, farmácias e plataformas devem observar cuidados relacionados à proteção de dados, acesso autorizado, integridade das informações e rastreabilidade das operações.
A implementação do SNCR representa uma evolução regulatória para o setor farmacêutico. Ao mesmo tempo, exige organização, treinamento e acompanhamento das normas que serão aplicadas na prática.
Para farmácias e drogarias, o momento é de preparação. A adoção do receituário eletrônico deve ser vista como uma oportunidade para aprimorar conformidade, reduzir riscos operacionais e fortalecer a segurança no atendimento ao paciente.