Blog Farmácia Postado no dia: 23 outubro, 2026

Ashwagandha: Anvisa reforça proibição no país

A Anvisa publicou um alerta sobre a ashwagandha, ingrediente que ganhou popularidade nas redes sociais e vem sendo divulgado em suplementos com promessas relacionadas a relaxamento, bem-estar e sintomas da perimenopausa. Segundo a Agência, a ashwagandha não integra a lista de ingredientes autorizados para uso em suplementos alimentares no Brasil. Por esse motivo, produtos dessa categoria contendo a substância não possuem regularização sanitária e sua fabricação, comercialização, distribuição e uso são proibidos no país.

O alerta foi divulgado após repercussão internacional de um caso envolvendo uma mulher britânica que apresentou falência hepática, paradas cardíacas e danos cerebrais após utilizar um suplemento com ashwagandha. A publicação da Anvisa cita o episódio como motivo de atenção, mas não apresenta uma conclusão própria de causalidade entre o ingrediente e todas as complicações relatadas.

No Brasil, suplementos alimentares devem seguir a RDC nº 243/2018 e utilizar somente ingredientes autorizados pela Anvisa. Esses produtos são destinados a complementar a alimentação de pessoas saudáveis e podem conter nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos dentro das condições estabelecidas pela regulamentação. Outro ponto reforçado pela Agência é que suplementos não podem ser divulgados com alegações de cura, tratamento ou prevenção de doenças. Promessas terapêuticas feitas em redes sociais ou anúncios, portanto, devem ser vistas com cautela.

A popularidade de um ingrediente na internet também não significa que ele tenha sido avaliado e autorizado no Brasil. Produtos comercializados em sites, marketplaces ou redes sociais podem conter substâncias que não passaram pela avaliação sanitária exigida no país. A Anvisa alerta ainda que os riscos relacionados aos suplementos não se limitam aos produtos clandestinos. Mesmo itens regularizados podem causar problemas quando consumidos fora das recomendações, em quantidades inadequadas ou sem considerar as condições individuais de saúde.

Para farmácias, drogarias e demais estabelecimentos que comercializam suplementos, o caso reforça a importância de verificar a regularidade dos ingredientes antes de incluir um produto no portfólio. Tendências internacionais e conteúdos virais não substituem o enquadramento sanitário brasileiro. No caso específico da ashwagandha, a orientação atualmente divulgada pela Anvisa é objetiva: o ingrediente não está autorizado para uso em suplementos alimentares no Brasil e produtos comercializados com essa finalidade estão irregulares.