Blog Farmácia Postado no dia: 25 novembro, 2025

Anvisa Reforça Proibição de Ingresso de “Canetas Emagrecedoras” sem Registro no Brasil

O que mudou e por que a Anvisa se manifestou

A Anvisa publicou um novo esclarecimento reforçando a proibição de fabricação, importação, distribuição, comercialização, propaganda e uso das chamadas “canetas emagrecedoras” que não possuem registro sanitário no Brasil.
Entre os produtos proibidos estão T.G. 5, Lipoless, Lipoless Éticos e Tirzazep Royal Pharmaceuticals, todos sem registro ativo e frequentemente anunciados como agonistas de GLP-1.
O esclarecimento foi necessário devido ao crescimento de propagandas irregulares e importações feitas por consumidores acreditando que a compra seria permitida.

Por que medicamentos sem registro são proibidos no país

A Anvisa destacou que medicamentos sem registro só podem ser importados em caráter excepcional e individual, mediante prescrição médica, e mesmo assim apenas quando não houver proibição expressa.
No caso das canetas emagrecedoras citadas, há resoluções específicas suspendendo totalmente sua entrada no Brasil. Isso significa que nem mesmo a importação para uso pessoal é permitida, independentemente de receita médica.

Quais riscos justificam a proibição

Segundo a Anvisa, produtos sem registro sanitário representam riscos como:

  • falta de controle de qualidade;

  • produtos falsificados ou adulterados;

  • bulas sem tradução;

  • ausência de rastreabilidade;

  • dosagens inseguras ou irregulares.
    A Agência enfatiza que medicamentos injetáveis “emagrecedores” vendidos pela internet frequentemente não têm origem confiável e podem causar danos graves à saúde.

Impactos para o setor regulado e para profissionais

Para farmácias, clínicas, distribuidores e e-commerce, a orientação é clara:

  • remover imediatamente qualquer divulgação ou oferta desses produtos;

  • evitar campanhas que mencionem canetas emagrecedoras não registradas;

  • verificar, antes de qualquer comercialização, se há registro ativo no Brasil.
    Profissionais de saúde também devem reforçar a orientação aos pacientes, para evitar o uso de substâncias injetáveis adquiridas irregularmente.