A primeira semaglutida fabricada no Brasil já tem data para chegar às farmácias. Segundo informações divulgadas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), a farmacêutica EMS confirmou que o medicamento Ozivy será lançado no mercado nacional em 15 de junho de 2026.
O produto utiliza o mesmo princípio ativo do Ozempic e recebeu aprovação regulatória da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de maio. A chegada da semaglutida nacional representa um movimento importante para o mercado farmacêutico brasileiro, especialmente diante da crescente demanda por medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1.
De acordo com a notícia, o preço inicial de venda será a partir de R$ 452 por caneta. Além disso, a fabricante deverá disponibilizar um programa de adesão para reduzir o custo médio mensal de pacientes cadastrados durante as fases iniciais do tratamento.
O teto regulatório definido pela Anvisa para o produto na dosagem de 1,34 mg/ml foi fixado em R$ 803,44, sem considerar a variação de ICMS de cada estado.
Neste primeiro ciclo de comercialização, a EMS pretende disponibilizar cerca de 500 mil canetas no mercado nacional. A distribuição começará pelas principais redes farmacêuticas do país e, posteriormente, será ampliada de forma gradual para outras regiões.
O medicamento será vendido em embalagens com uma ou duas unidades, o que pode facilitar diferentes estratégias de dispensação e acesso conforme a necessidade do tratamento.
Apesar de popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”, os medicamentos à base de semaglutida possuem indicação formal para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2. Por isso, a orientação profissional e o acompanhamento adequado continuam sendo fundamentais.
Um dos diferenciais do produto nacional está no método de produção. Segundo a publicação, o Ozivy é produzido por síntese química laboratorial, tecnologia inédita no país para esse tipo de medicamento. Esse método recria as moléculas sem uso de organismos vivos e busca garantir alto grau de pureza à fórmula.
A entrada de uma semaglutida nacional pode ampliar a concorrência em um mercado até então fortemente associado a produtos estrangeiros. A expectativa é que a maior oferta impacte o varejo farmacêutico, a cadeia de distribuição e a dinâmica de preços no setor.
Para farmácias, drogarias e profissionais da saúde, o lançamento exige acompanhamento atento sobre disponibilidade, preço final ao consumidor, condições de dispensação e orientações regulatórias aplicáveis.
O avanço da produção nacional também reforça a importância da indústria farmacêutica brasileira em segmentos de alta demanda e grande relevância terapêutica.
O cenário demonstra como inovação, regulação sanitária e estratégia de mercado continuam moldando o futuro dos medicamentos agonistas de GLP-1 no Brasil.