Blog Farmácia Postado no dia: 13 outubro, 2026

WhatsApp exige nova gestão de custos nas farmácias

O WhatsApp se consolidou como um dos principais canais de atendimento das farmácias, utilizado para consultas de produtos, pedidos e fechamento de vendas. Uma mudança na forma de cobrança do WhatsApp Business, porém, aumenta a necessidade de controlar quanto cada atendimento efetivamente custa.

Segundo o Panorama Farmacêutico, a nova lógica de tarifação passou a considerar as mensagens enviadas, fazendo com que conversas mais longas e com muitos envios possam aumentar o custo da operação.

Na prática, isso exige uma mudança na maneira de atender. Respostas divididas em várias mensagens podem ser substituídas por comunicações mais objetivas, concentrando as informações necessárias em menos interações.

O impacto pode ser relevante. Uma grande rede mencionada na matéria estimou que o custo de uma venda realizada pelo WhatsApp poderia passar de aproximadamente 2% para 7% do valor da operação após a mudança.

Por isso, o canal deve ser analisado não apenas pela quantidade de vendas geradas, mas também pelo CAC — Custo de Aquisição de Cliente. Nesse cálculo entram, além das mensagens, despesas com meios de pagamento, entrega, motoboy e sistemas utilizados no atendimento.

Outra estratégia é utilizar o WhatsApp como porta de entrada para a jornada de compra, direcionando o consumidor para site, aplicativo ou outros ambientes quando isso tornar a operação mais eficiente.

A organização interna também ganha importância. Definir responsáveis pelo atendimento, manter cadastro dos consumidores, acompanhar o tempo de resposta e utilizar recursos de automação podem reduzir tarefas repetitivas e melhorar a experiência do cliente.

Chatbots e ferramentas de inteligência artificial também aparecem como alternativas para organizar demandas recorrentes, principalmente em operações com grande volume de mensagens. A tecnologia, porém, precisa estar integrada a um fluxo bem estruturado de atendimento.

Para as farmácias, o WhatsApp continua sendo um canal estratégico, mas passa a exigir uma gestão financeira mais detalhada. O desafio é manter rapidez e proximidade com o consumidor sem permitir que o custo das interações comprometa a rentabilidade das vendas.

 

Fonte: Panorama Farmacêutico. Acesso em: 13/10/26.